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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

artigo mosca




MALDIÇÃO DA MOSCA, A
(Curse of the Fly, Reino Unido, 1965)



Direção: Don Sharp
Roteiro: Harry Spalding; George Langelaan (conceito e personagens)
Produção: Robert L. Lippert; Jack Parsons
Edição:
Música: Bert Shefter
Elenco: Brian Donlevy (Henri Delambre); George Baker (Martin Delambre); Carole Gray (Patricia 'Pat' Stanley); Yvette Rees (Wan); Burt Kwouk (Tai); Mary Manson (Judith Delambre); Michael Graham (Albert Delambre); Rachel Kempson (Madame Fournier); Jeremy Wilkins (Inspetor Ronet)
Distribuição: Fox

SINOPSE
Essa é a seqüência do aterrorizante A Mosca da Cabeça Branca, produção de 1958 que foi refilmada com grande sucesso em meados dos anos 80. Nessa continuação do filme original, três descendentes do cientista que tentou uma experiência fracassada de teletransporte e acabou se tornando um monstro entram em cena. Assim, eles tentam levar uma vida como uma família normal, mas na verdade algumas das experiências do passado vem à tona e revelam que o mesmo problema que afetou o pai deles ainda ronda a família. Em nome do interesse cientifico eles mexem com coisas perigosas que poderão destruir todos de uma vez por todas e ainda criar novos e aterrorizantes seres.



A franquia da “Mosca” é composta por uma trilogia formada por “A Mosca da Cabeça Branca” (The Fly, 1958), seguido por “O Monstro de Mil Olhos” (Return of the Fly, 1959), e fechando a saga com “A Maldição da Mosca” (Curse of the Fly, 1965), com fotografia em preto e branco e estrelado por Brian Donlevy, lançado em DVD no Brasil pela “Fox”. Depois, muitos anos mais tarde, o cineasta David Cronenberg fez a refilmagem “A Mosca” (The Fly, 1986), investindo pesado no sangue, escatologia e efeitos especiais nojentos, que foi seguido por “A Mosca II” (The Fly II, 1989), uma seqüência dispensável.

No terceiro filme da série, com direção de Don Sharp, o filho do cientista da película original de 1958, Henri Delambre (Brian Donlevy), continua trabalhando no projeto de teletransporte da matéria, aperfeiçoando a máquina para enviar seres humanos entre Quebec (Canadá), onde fica baseado um laboratório mantido por seu filho Martin (George Baker), e Londres (Inglaterra), no laboratório administrado pelo outro filho, Albert (Michael Graham).
Henri está obcecado em obter sucesso nas experiências, tanto que cobaias humanas foram utilizadas e se transformaram em monstros mutantes por causa de falhas técnicas, mantidas aprisionadas na fazenda do cientista. Ele também tem que enfrentar a desaprovação de seus filhos, que querem ter uma vida comum, montando suas famílias, e que estão cansados de continuar a saga de gerações atrás do sonho (ou será pesadelo?) do teletransporte, o que já causou muitos transtornos e tragédias no passado. Os problemas aumentaram ainda mais depois que Martin, numa viagem a Montreal para comprar um equipamento científico, encontrou a bela jovem Patricia Stanley (Carole Gray), que estava fugindo de um hospital psiquiátrico onde se tratava de um distúrbio emocional, e se apaixonou pela garota trazendo-a consigo para se casar. A moça acabou descobrindo as vítimas deformadas das experiências e chamou a atenção da polícia, que estava em seu encalço, que veio novamente atrapalhar os planos do cientista.



Particularmente, aprecio muito os filmes de “cientista loucos” obcecados por seus trabalhos para o “bem da humanidade”, tornando-se tão concentrados em seus objetivos que perdem os escrúpulos, cometendo crimes para alcançar resultados. É como diz o cientista Henri Delambre em duas oportunidades: “Somos cientistas. Temos de fazer coisas que odiamos e que nos enojam...” e “Há sacrifícios humanos em todos os grandes avanços científicos...”. E em “A Maldição da Mosca”, a ideia principal continua o foco na tão sonhada máquina que permitiria o transporte de seres vivos entre pontos distantes do planeta, através da desintegração e reintegração da matéria, e que por falhas ainda a serem corrigidas, tem causado mutações nas pessoas que participaram dos testes.

Curiosamente, nesse terceiro filme aparece numa ponta o Inspetor Charas (Charles Carson), que foi o policial que investigou o caso em “A Mosca da Cabeça Branca” (aqui, interpretado por Herbert Marshall), criando mais uma ponte de ligação entre os filmes.

Também por curiosidade e apenas para registro, seguem abaixo pequenos comentários sobre os outros quatro filmes dentro desse mesmo universo ficcional:



* “A Mosca da Cabeça Branca”: com direção de Kurt Neumann, fotografia a cores, um elenco formado por David Hedison (o Capitão Lee Crane da série de TV dos anos 60 “Viagem ao Fundo do Mar”) e o ícone do horror Vincent Price, e inspirado num conto de George Langelaan, esse filme é um clássico do subgênero “cientista louco” e “homem transformado em monstro”. Quando o cientista Andre Delambre (Hedison), pioneiro nas experiências de teletransporte de matéria, utilizou a si mesmo como cobaia, ocorreu um acidente e ele teve seu corpo misturado ao de uma mosca intrusa na cabine. Transformou-se num monstro com cabeça e uma das patas da mosca, e o inseto fugiu com uma cabeça e braço humanos. Lançado em DVD no Brasil pela “Fox”.




* “O Monstro de Mil Olhos”: em preto e branco e novamente com Vincent Price, nessa seqüência o filho do cientista do original, Phillipe Delambre (Brett Halsey), com a ajuda do tio François (Price), retoma as experiências de teletransporte novamente criando um monstro metade homem metade mosca. O filme falha por praticamente manter a mesma história do original, investindo exclusivamente no drama filho do cientista transformado numa criatura mutante. Enquanto no filme anterior, o monstro é pouco mostrado, aqui ele é o foco do roteiro, sem inovações.


* “A Mosca”: ótima nova versão do clássico de 1958, atualizado para os anos 80 por David Cronenberg, com uma overdose de cenas sangrentas e efeitos especiais interessantes. Agora o cientista é Seth Brundle (Jeff Goldblum) que se transforma num monstro após o fracasso de uma experiência de teletransporte. Sua namorada Veronica Quaife (Geena Davis) tenta em vão ajuda-lo.

* “A Mosca II”: o filho do cientista do filme de 1986, Martin Brundle (Eric Stoltz) retoma as experiências do pai, novamente com resultados desastrosos. Filme menor e que poderia ter sido evitado, não acrescentando nada à saga, sendo facilmente esquecido depois de visto.

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